Informação

Este blog tem a modesta pretensão de divulgar somente orações CATÓLICAS, conforme a Santa Tradição da Igreja. Pedimos a caridade de nos informar eventual erro de digitação e/ou tradução, ou link quebrado (vejam o formulário no menu lateral). Gratos.

Pedido

"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitam orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."

.


"Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém."

sábado, 31 de agosto de 2013

O capelão de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

Nossa Senhora recebe a Santa Comunhão de São João Evangelista
 
 
Sentimos necessidade de um modelo, um patrono, um guia, em nossa devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Escolheremos São João Evangelista. 
 
Jesus lhe confiou sua Mãe, e São João celebrava diariamente a Santa Missa em presença de Maria; era ele que, tomando de sobre o altar o Pão divino, o depunha nos lábios da Santíssima Virgem: "Mãe, eis vosso filho!" Ecce filius Tuus! ó meu Deus! que palavra e que momento! 
 
São João foi testemunha das adorações de Maria; foi o confidente de seu amor; e se ele conseguiu falar tão divinamente da Eucaristia, se entoou esse belo cântico de ação de graças que o seu Evangelho encerra, foi porque, além de o haver recolhido dos próprios lábios de Jesus, escutou a Santa Virgem repeti-lo.  
 
"O Salvador deu São João à Maria, diz M. Olier, não somente para que ele ficasse em seu lugar de filho, mas ainda para que proporcionasse a sua Mãe Santíssima, pelos santos mistérios que celebrava para Ela, e segundo suas intenções, o meio de lhe satisfazer os anelos ardentes do coração quanto ao estabelecimento da Igreja; e também o meio de se consolar da ausência de seu Filho, que era a felicidade de se nutrir diariamente de seu divino Corpo." (Vida de M. Olier, tomo II, 3ª. parte, p. 207).
Haveis de nos ensinar, ó glorioso Capelão do Cenáculo, a conhecer os mistérios da vida de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; fazei que possamos partilhar as suas disposições, todas às vezes, que, a seu exemplo, recebermos ou adorarmos o Deus da Eucaristia.

PRÁTICA — Cumprir todos os deveres eucarísticos em união a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

JACULATÓRIA — Salve, ó Maria, de quem nasceu Jesus-Hóstia!

__________

Excertos do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento extraídas dos escritos do Bem-Aventurado Pedro Julião Eymard, fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, 1946.  Sua canonização se deu em dezembro de 1962. 
 
 
Pedro Julião Eymard
 
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A necessidade da oração

S. Pedro Julião Eymard
E assim como na natureza cada organismo exige uma alimentação diversa, segundo a idade, os trabalhos e o gasto das forças, assim também cada alma precisa de uma particular dose de oração.

Notais que a vida divina [isto é, a vida da graça] não se sustenta de virtude, mas de oração, já que a virtude é um sacrifício, um gasto, e não um alimento.

Quem sabe orar de acordo com as suas necessidades, tem a sua lei de vida. Não é a mesma para todos. Uns precisarão de um grau maior de oração para se manter no estado de graça; outros de um grau menor. Esta afirmação não pode ser posta em dúvida, pois a experiência no-la prova. Uma alma se conservará em estado de graça com pouca oração – basta-lhe esse pouco – mas não há de voar muito alto, enquanto outra, pelo contrário, dificilmente nele se manterá sem muita oração. Sente necessidade de mais. Que ore, e ore sempre! Assemelha-se a essas naturezas fracas, que precisam comer com frequência para não definhar.

A oração é o caráter da religião católica, a marca de santidade da alma, sua própria santidade. Ao verdes alguém que vive de oração podereis dizer: "É um santo". (...) Jamais, porém, se tornará santo o homem que não ora.

Não vos deixeis levar nem pelas palavras, embora belas, nem pelas aparências. O demônio tem muito poder, é douto, transforma-se em anjo de luz. A ciência, tampouco, forma santos; não vos fieis nela. Só o conhecimento da verdade não pode santificar, é preciso acrescentar-lhe o amor. Que digo? Há um abismo entre o conhecimento da verdade e a santidade. Quantos gênios não se têm perdido!

Insisto. Nem as boas obras de zelo e de caridade podem, por si, santificar. Deus não imprimiu à santidade este caráter. Os fariseus – e no entanto Nosso Senhor os chama de sepulcros caiados – observavam a Lei, davam esmolas, consagravam os dízimos a Deus. Trabalhavam muito sem que, no entanto, seu trabalho se mudasse em oração. O Evangelho no-lo confirma. É que a prudência, a temperança, a dedicação se podem aliar a uma consciência viciada.

A oração não é, [por assim dizer,] na ordem divina, senão a mesma graça. Já notaste que as tentações, as mais violentas, são contra a oração? Esta inspira tanto medo ao demônio que, de bom grado, ele nos deixaria fazer todas as [boas] obras imagináveis, se pudesse nos impedir de orar, ou, pelo menos, se conseguir viciar a nossa oração. Devemos, pois, estar de sobreaviso, alimentar sempre o espírito de oração, fazer da oração nosso dever primordial.

O Evangelho não nos manda antepor a salvação do próximo à nossa própria salvação, pelo contrário, diz-nos que nada vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder sua própria alma. A primeira lei imposta – infelizmente violada todos os dias – é a da salvação própria. Descuidamo-nos de bom grado de nós mesmos para servir aos outros, entregando-nos a obras de caridade. De fato, a caridade é fácil e cheia de consolações, eleva-nos, enobrece-nos, mas enquanto isso, fugimos da oração por indolência. Por ser sem ruído e silenciosa, é humilhante, e não ousamos, portanto, nos entregar a ela.

(...) Nada se faz de grande para Jesus sem a oração, que nos reveste de Suas virtudes.

Se não rezardes, nem os Santos, nem o próprio Deus vos farão progredir no caminho da perfeição.

A oração está de tal forma ligada à santidade que, Deus, ao querer elevar a alma, não intensifica suas virtudes, mas sim, seu espírito de oração, isto é, a sua capacidade de poder orar.

Aproxima-a de Si, e nisto está o segredo da santidade.

Consultai vossa experiência própria. Sempre que a voz de Deus se fez ouvir, haveis procurado com maior insistência a oração e o retiro. E os Santos, cientes da importância da oração, amavam-na mais que a tudo e suspiravam continuamente pela hora em que a ela se poderiam entregar. Sentiam-se atraídos a ela como o ferro ao ímã. A oração foi-lhes, portanto, a recompensa: no Céu oram continuamente.

Se não rezardes, perder-vos-ei. E se fordes abandonado por Deus, podeis atribuir isto, com toda certeza, ao fato de não rezardes. Sois qual o desgraçado náufrago que recusa a corda que lhe lançam com intuito de arrancá-lo à morte. Que fazer? Está perdido!

Excertos de “A Divina Eucaristia” - S. Pedro Julião Eymard.


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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um exame de consciência para adultos

Acredito num Salvador que me ama, que perdoa os meus pecados e que me dá a graça de me tornar santo. Jesus Cristo, através do ministério dos Seus sacerdotes, faz ambas as coisas no Sacramento da Penitência.
"Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio... Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; e a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos." (João 20:21-23)
"Mesmo que os teus pecados sejam como escarlate, ficarão brancos como neve." (Isaías 1:18)
"Não vim chamar os justos, mas os pecadores." (Mateus 9:13)
"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3)

* * *

        Oração para antes da Confissão: 

Senhor, iluminai-me para me ver a mim próprio tal como Vós me vedes, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efetivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão.

        Como se Confessar: Antes de mais, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e, com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e atos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direção do Céu.

* * *

Condições necessárias para um pecado ser mortal:

1. Matéria séria
2. Reflexão suficiente
3. Pleno consentimento da vontade

Considerações preliminares:
1. Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado?
Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é privada e sujeita ao Sigilo da Confissão, o que quer dizer que é pecado mortal um sacerdote revelar a quem quer que seja a matéria de uma confissão.

2. Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado?
3. Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs?
4. Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo, impureza, alcoolismo, etc.)?



Primeiro Mandamento: Eu sou o Senhor teu Deus, Não terás deuses estranhos perante Mim (incluindo pecados contra a Fé, Esperança e Caridade).
  1. Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc?
  2. Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei?
  3. Tomei parte num ato de culto não católico?
  4. Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anticatólico?
  5. Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anticatólica?
  6. Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, tábua Ouija, etc.)?
  7. Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos?
  8. Recomendo-me a Deus diariamente?
  9. Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias?
  10. Abusei os Sacramentos de alguma maneira? Recebi-os com irreverência, como, por exemplo, a Comunhão na Mão sem obedecer aos princípios e às sete regras promulgadas por Paulo VI como sendo obrigatórias neste caso?
  11. Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas?
  12. Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido?
  13. Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais?
  14. Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus?
  15. Desesperei da misericórdia de Deus?
  16. Detestei a Deus?
  17. Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objeto ou opinião?
Segundo Mandamento: Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão.
  1. Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância?
  2. Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfêmia)?
  3. Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura?
  4. Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus?
  5. Quebrei uma promessa feita a Deus?
Terceiro Mandamento: Recorda-te de santificar o Dia de Sábado.
  1. Faltei à Missa nos Domingos ou Festas de guarda?
  2. Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa?
  3. Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa?
  4. Estive distraído propositadamente durante a Missa?
  5. Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda?
  6. Comprei ou vendi coisas sem necessidade nos Domingos e Dias Santos de guarda?
Quarto Mandamento: Honra o teu pai e a tua mãe.
  1. Desobedeci aos meus pais, faltei-lhes ao respeito, descuidei-me em ajudá-los nas suas necessidades ou na compilação do seu testamento, ou recusei-me a fazê-lo?
  2. Mostrei irreverência em relação a pessoas em posições de autoridade?
  3. Insultei ou disse mal de sacerdotes ou de outras pessoas consagradas a Deus?
  4. Tive menos reverência para com pessoas de idade?
  5. Tratei mal a minha esposa ou os meus filhos?
  6. Foi desobediente ao meu marido, ou faltei-lhe ao respeito?
  7. Sobre os meus filhos:
Descuidei as suas necessidades materiais?
Não tratei de os fazer batizar cedo? *(Veja-se em baixo.)
Descuidei a sua educação religiosa correta?
Permiti que eles descuidassem os seus deveres religiosos?
Consenti que se encontrassem ou namorassem sem haver hipótese de se celebrar o matrimônio num futuro próximo? (Santo Afonso propõe um ano, no máximo).
Deixei de vigiar as companhias com quem andam?
Deixei de os disciplinar quando necessitassem de tal?
Dei-lhes mau exemplo?
Escandalizei-os, discutindo com o meu cônjuge em frente deles?
Escandalizei-os ao dizer imprecações e obscenidades à sua frente?
Guardei modéstia na minha casa?
Permiti-lhes que usassem roupa imodesta (minissaias; calças justas, vestidos ou camisolas justos; blusas transparentes; calções muito curtos; fatos de banho reveladores; etc.)? †
Neguei-lhes a liberdade de casar ou seguir uma vocação religiosa?

* As crianças devem ser batizadas o mais cedo possível. Além das prescrições diocesanas particulares, parece ser a opinião geral . . . que uma criança deve ser batizada cerca de uma semana ou dez dias a seguir ao nascimento. Muitos católicos atrasam o batismo por quinze dias ou um pouco mais. A ideia de administrar o Batismo nos três dias que se seguem ao parto é demasiado estrita. Santo Afonso, seguindo a opinião geral, pensava que um atraso não justificado de mais de dez ou onze dias a seguir ao parto seria um pecado grave. Segundo o costume moderno, que é conhecido e não corrigido pelos Ordinários locais, um atraso de mais de um mês sem motivo seria um pecado grave. Se não houve perigo aparente para a criança, os pais que atrasem o batismo por três semanas, pouco mais ou menos, não podem ser acusadas de pecado grave, mas a prática de batizar o recém-nascido na semana ou dez dias que se seguem ao parto deve recomendar-se firmemente; e, de facto, pode mesmo recomendar-se um período ainda mais curto. — H. Davis S.J., Moral and Pastoral Theology, Vol. III, pg. 65, Sheed and Ward, New York, 1935.

†Peça o folheto MODÉSTIA NO VESTUÁRIO: info@fatima.org. 

Quinto Mandamento: Não matarás.

  1. Procurei, desejei ou apressei a morte ou o ferimento de alguém?
  2. Alimentei ódio para com alguém?
  3. Oprimi alguém?
  4. Desejei vingar-me?
  5. Provoquei a inimizade entre outras pessoas?
  6. Discuti ou lutei com alguém?
  7. Desejei mal a alguém?
  8. Quis ferir ou maltratar alguém, ou tentei fazê-lo?
  9. Recuso-me a falar com alguém, ou ressentimento de alguém?
  10. Regozijei-me com a desgraça alheia?
  11. Tive ciúmes ou inveja de alguém?
  12. Fiz ou tentei fazer um aborto, ou aconselhei alguém a que o fizesse?
  13. Mutilei o meu corpo desnecessàriamente de alguma maneira?
  14. Consenti em pensamentos de suicídio, desejei suicidar-me ou tentar suicidar-me?
  15. Embriaguei-me ou usei drogas ilícitas?
  16. Comi demais, ou não como o suficiente por descuido (isto é, alimentos nutritivos)?
  17. Deixei de corrigir alguém dentro das normas da caridade?
  18. Causei dano à alma de alguém, especialmente crianças, dando escândalo através de mau exemplo?
  19. Fiz mal à minha alma, expondo-a intencionalmente e sem necessidade a tentações, como maus programas de TV, música reprovável, praias, etc.?
Sexto e Nono Mandamentos: Não cometerás adultério. Não cobiçarás a mulher do próximo.
  1. Neguei ao meu cônjuge os seus direitos matrimoniais?
  2. Pratiquei o controlo de natalidade (com pílulas, dispositivos, interrupção)?
  3. Abusei dos meus direitos matrimoniais de algum outro modo?
  4. Cometi adultério ou fornicação (sexo pré-marital)?
  5. Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homosexualidade ou lesbianismo, etc.)?
  6. Toquei ou abracei outra pessoa de forma impura?
  7. Troquei beijos prolongados ou apaixonados?
  8. Pratiquei a troca prolongada de carícias?
  9. Pequei impuramente contra mim próprio (masturbação)?
  10. Consenti em pensamentos impuros, ou tive prazer neles?
  11. Consenti em desejos impuros para com alguém, ou desejei conscientemente ver ou fazer alguma coisa impura?
  12. Entreguei-me conscientemente a prazeres sexuais, completos ou incompletos?
  13. Fui ocasião de pecado para os outros, por usar roupa justa, reveladora ou imodesta?
  14. Fiz alguma coisa, deliberadamente ou por descuido, que provocasse pensamentos ou desejos impuros noutra pessoa?
  15. Li livros indecentes ou vi figuras obscenas?
  16. Vi filmes ou programas de televisão sugestivos, ou pornografia na Internet, ou permiti que os meus filhos os vissem?
  17. Usei linguagem indecente ou contei histórias indecentes?
  18. Ouvi tais histórias de boa vontade?
  19. Gabei-me dos meus pecados, ou deleitei-me em recordar pecados antigos?
  20. Estive com companhias indecentes?
  21. Consenti em olhares impuros?
  22. Deixei de controlar a minha imaginação?
  23. Rezei imediatamente, para afastar maus pensamentos e tentações?
  24. Evitei a preguiça, a gula, a ociosidade, e as ocasiões de impureza?
  25. Fui a bailes imodestos ou peças de teatro indecentes?
  26. Fiquei sozinho sem necessidade na companhia de alguém do sexo oposto?
Note bem: Não tenha receio de confessar ao sacerdote qualquer pecado impuro que tenha cometido. Não esconda ou tente disfarçá-lo. O sacerdote está ali para o ajudar e perdoar. Nada do que possa dizer o escandalizará; por isso, não tenha medo, por mais envergonhado que esteja.
Sétimo e Décimo Mandamentos: Não roubarás. Não cobiçarás os bens do teu próximo.
  1. Roubei alguma coisa? O quê, ou quanto?
  2. Danifiquei a propriedade de outrem?
  3. Deixei estragar, por negligência, a propriedade de outrem?
  4. Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens de outrem?
  5. Fiz batota ou defraudei alguém?
  6. Joguei em excesso?
  7. Recusei-me a pagar alguma dívida, ou descuidei-me no seu pagamento?
  8. Adquiri alguma coisa que sabia ter sido roubada?
  9. Deixei de restituir alguma coisa emprestada?
  10. Lesei o meu patrão, não trabalhando como se esperava de mim?
  11. Fui desonesto com o salário dos meus empregados?
  12. Recusei-me a ajudar alguém que precisasse urgentemente de ajuda, ou descuidei-me a fazê-lo?
  13. Deixei de restituir o que roubei, ou obtive por embusted ou fraude? (Pergunte ao sacerdote como poderá fazer a restituição, ou seja, devolver ao legítimo dono o que lhe tirou).
  14. Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho?
  15. Invejei os bens de alguém?
  16. Tenho sido avarento?
  17. Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu?
Oitavo Mandamento: Não levantarás falsos testemunhos contra o teu próximo.
  1. Menti a respeito de alguém (calúnia)?
  2. As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais?
  3. Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)?
  4. Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas mas ocultas (maledicência)?
  5. Revelei os pecados de outra pessoa?
  6. Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)?
  7. Dei crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o meu próximo?
  8. Jurei falso ou assinei documentos falsos?
  9. Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas?
  10. Lisonjeei outras pessoas?
* * *
As obras de Misericórdia espirituais e corporais

Descuidei-me no cumprimento das obras seguintes, quando as circunstâncias mo pediam?

As sete obras de Misericórdia espirituais
1. Dar bom conselho aos que pecam.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Aconselhar os que duvidam.
4. Consolar os tristes.
5. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
6. Perdoar as injúrias por amor de Deus.
7. Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.

As sete obras de Misericórdia corporais
1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus.
4. Visitar e resgatar os cativos.
5. Dar pousada aos peregrinos.
6. Visitar os doentes.
7. Enterrar os mortos.
Lembre-se que a nossa Santa Fé Católica nos ensina que ... assim como o corpo sem o espírito está morto, também a fé sem obras está morta (Tiago 2: 26).

* * *
Os sete pecados mortais e as virtudes opostas

1. Soberba.................................................Humildade
2. Avareza..............................................Liberalidade
3. Luxúria...................................................Castidade
4. Ira............................................................Paciência
5. Gula....................................................Temperança
6. Inveja.......................................................Caridade
7. Preguiça.................................................Diligência
 
* * *
Os cinco efeitos do orgulho

1. Vanglória: a. Jactância b. Dissimulação/ Duplicidade
2. Ambição
3. Desprezo dos outros
4. Ira/ Vingança/ Ressentimento
5. Teimosia/ Obstinação.


* * *

Nove maneiras de ser cúmplice do pecado de outrem

a. Alguma vez fiz deliberadamente com que outros pecassem? b. Alguma vez cooperei nos pecados de outrem:
1. Aconselhando? 
2. Mandando? 
3. Consentindo? 
4. Provocando?
5. Lisonjeando? 

6. Ocultando? 
7. Compartilhando? 
8. Silenciando?
9. Defendendo o mal feito?


* * *

Os quatro pecados que bradam aos Céus

1. Homicídio voluntário. 
2. O pecado de sodomia ou lesbianismo.
3. Opressão dos pobres. 

4. Não pagar o salário justo a quem trabalha.

* * *

Os seis Mandamentos da Igreja

1. Ouvi Missa nos Domingos e Festas de guarda?
2. Cumpri o jejum e a abstinência nos dias prescritos, e guardei o jejum eucarístico?
3. Confessei-me pelo menos uma vez no ano?
4. Recebi a Sagrada Eucaristia pelo menos uma vez por ano?
5. Contribui, na medida do possível, para as despesas do culto?
6. Observei as leis da Igreja sobre o Matrimônio, ou seja, quanto ao matrimônio sem a presença de um sacerdote, ou no caso de matrimônio com um parente próximo ou um não-Católico?
 
* * *

As cinco blasfêmias contra o Coração Imaculado de Maria

1. Blasfemei contra a Imaculada Conceição?
2. Blasfemei contra a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora?
3. Blasfemei contra a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Deixei de reconhecer a Nossa Senhora como Mãe de todos os homens?
4. Tentei publicamente semear nos corações das crianças indiferença ou desprezo, ou mesmo ódio, em relação à sua Mãe Imaculada?
5. Ultrajei-A diretamente nas Suas santas imagens?

* * *

Finalmente:

Recebi a Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal? (Este é um sacrilégio muito grave).


* * *

O exame dos pecados veniais por Santo António Maria Claret


A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, não chega desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário tem uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual — zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes:
  1. O pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo.
  2. O pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente.
  3. O pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de as cumprir com negligência voluntária.
  4. O pecado de manter um afeto desregrado por alguém.
  5. O pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito.
  6. O pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distrações e outras irreverências, e sem preparação séria.
  7. Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós.
  8. O pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza.
  9. O pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direção da obediência.
Nota: Fala-se aqui de situações em que encontraremos aconselhamento digno se o procurarmos, mas nós, apesar disso, preferimos seguir as nossas próprias luzes, embora frouxas.

* * *

Oração para uma boa confissão: 

        Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci dEle. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do Inferno. E como fui ingrato para conVosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão. Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-Vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amem.

* * *

Nota final 

        Lembre-se de confessar os seus pecados com arrependimento sobrenatural, tendo uma resolução firme de não tornar a pecar e de evitar situações que levem ao pecado. Peça ao seu confessor que o ajude a superar alguma dificuldade que tenha em fazer uma boa confissão. Cumpra prontamente a sua penitência. 

* * *
Ato de Contrição

        Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amem.

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Novena da Natividade de Nossa Senhora III

 de 29 de Agosto a 7 de Setembro




*For the intentions of the Immaculate Heart of Mary



Holy Child Mary of the royal house of David,

Queen of the angels, Mother of grace and love,

I greet thee with all my heart.

Obtain for me the grace to love the Lord faithfully during

all the days of my life. Obtain for me, too, a great devotion

to thee, who are the first creature of God's love.

(Hail Mary)


terça-feira, 27 de agosto de 2013

41 Orações escritas por Santo Afonso Maria de Ligório



41 Orações escritas por Santo Afonso Maria de Ligório



ORAÇÃO I

Ah! meu Jesus, meu Redentor e meu Deus, donde me vem este favor? 
Porque razão, de preferência a tantas almas que deixastes no século, me escolhestes a mim pecadora para vossa esposa, e me admitistes a viver aqui na terra, na vossa casa, à espera da coroa eterna que me haveis de dar no paraíso? 
Senhor! Visto que me favorecestes com tão insigne graça, fazei que eu saiba estimá-la, a fim de que o meu reconhecimento e o meu amor correspondam ao amor que me testemunhastes. Vós me preferistes a tantas outras, é justo que vos prefira a todos. 
Vós vos destes inteiramente a mim; é justo que eu me dê toda a vós e que sejais o meu único bem amado, meu único amor. 
Sim, meu Jesus, eu vos amo sobre todas as coisas e não quero amar senão a vós. Vós vos destes a mim sem reserva; e me dou toda a vós sem reserva. Aceitai, eu vo-lo peço, e não desprezeis o amor de meu coração, ainda que antigamente ele tenha amado as criaturas a ponto de preferi-las a vós, que sois o sumo bem. Aceitai-me e conservai-me; sem o vosso socorro, não posso deixar de vos trair. 
Visto que me escolhestes para vossa esposa, fazei que vos seja fiel e reconhecida. Ó belas chamas que jorrais do Coração de Jesus, abrasai-me e destruí no meu coração todos os afetos que não são para Jesus. Não me deixeis viver senão para amar este amabilíssimo Esposo, que quis dar sua vida para ser amado por mim. 
Ó Maria, Mãe de Deus, se eu sou esposa de vosso Filho, vós sois não somente minha rainha, mas também minha Mãe. E se é por vossa intercessão que me desapeguei do mundo, fui trazida a esta santa casa, e fui elevada à dignidade de esposa de vosso divino Filho, socorrei-me agora, e nunca me abandoneis. Fazei que minha vida e minha morte sejam dignas de uma esposa de Jesus Cristo. 


ORAÇÃO II

Ó Deus de minha alma! eu vejo que quereis salvar-me por todos os meios. Meus pecados já me tinham perdido; eu me tinha condenado a mim mesma ao inferno; mas em vez de me enviardes a este lugar de tormentos, como eu merecia, me estendestes a vossa mão cheia de ternura, e não contente de me livrardes do inferno e do pecado, me tirastes, como por força, do meio dos perigos do mundo, para me colocar na vossa casa entre vossas esposas. Ó meu divino Esposo, eu espero ir para o céu, para lá cantar eternamente as grandes misericórdias que me fizestes. 
Como seria feliz, se nunca vos tivesse ofendido, ó meu Jesus! Ajudai-me agora que muitos vos quero amar, e fazer todo o possível para vos agradar. Vós nada poupastes para obter o meu amor, é justo que eu faça tudo para vos ser agradável. Vós vos destes a mim sem reserva, eu me dou também toda a vós. Sendo minha alma eterna, a vós me quero unir eterna; sendo o amor o vínculo que une a vós, eu vos amo. Eu vos amo, meu Salvador; eu vos amo, meu Redentor; eu vos amo, meu Esposo! eu vos amo meu único tesouro, meu único amor! eu vos amo, eu vos amo, e espero sempre vos amar. Vossos merecimentos são a única esperança. Eu confio também inteiramente na vossa proteção, ó Maria, Mãe de meu Deus e minha Mãe! Vós me alcançastes o perdão, quando eu estava no pecado. 
Agora que estou na graça de Deus, como tenho confiança, e que tenho a felicidade de ser religiosa, pertence a vós obter-me a graça de me santificar. Assim o espero. Amém


ORAÇÃO III 

Ó meu Deus! Ó amor sumamente amável! Ó Amor infinito, digno de um infinito amor! Quando vos amarei tanto, como me tendes amado? De vossa parte, não vos restam provas maiores para me dardes de me terdes amado, afim de me atrairdes ao vosso amor. 
Nada poupastes. Basta dizer que sacrificastes vosso sangue e vossa vida para me obrigardes a vos amar. E eu não vos amaria sem reserva! Perdoai-me, meu Jesus, se nos tempos passados fui tão ingrata, preferindo minhas malditas satisfações ao amor que vos devia. 
Ah! Meu Senhor e meu Esposo, descobri-me de mais a mais a grandeza de vossa amabilidade, afim de que, cada vez mais, me inflame de amor para convosco, e me esforce para vos agradar, como mereceis. Vós exigis o meu amor, e é tudo o que eu desejo. 
Falai, Senhor, e dizei-me o que quereis de mim; estou pronta para vos obedecer em tudo. Não quero mais resistir aos sinais de vossa ternura e a tantas provas de misericórdia que me destes. Vós vos destes todo a mim e eu me dou toda a vós. Recebei-me, e não me abandoneis. Eu mereceria ser repelida por causa de minhas numerosas infidelidades, mas o desejo que me inspirais de ser vossa, me assegura que me recebereis. 
Eu vos amo, ó amabilidade infinita! eu vos amo, ó meu sumo bem! Vós sois e sereis sempre o único objeto de meus afetos. Visto que prometestes dar tudo o que vos pedirem, eu vos suplico com Santo Inácio de Loyola: Dai-me vosso amor e vossa graça, amai-me e fazei que eu vos ame, e isto me é bastante: é tudo o que desejo e quero de vós. 
Ó Maria que fostes toda de Deus, como sois bem-aventurada! Pelo amor que o Senhor sempre vos teve, alcançai-me a graça de não amar de ora em diante senão a Deus. 


ORAÇÃO IV 

Ó divino Coração do meu Jesus, Coração cheio de amor para com os homens, Coração criado expressamente para amá-los, como podem eles vos desprezar? Ah! eu mesma fui uma dessas almas ingratas, pois vivi tantos anos no mundo sem vos amar! Perdoai-me, meu Jesus! Perdoai-me esta grande falta de não vos ter amado a vós que sois tão amável e que me amastes tanto e tudo fizestes para me obrigar a amar-vos! Eu merecia ser condenada a não poder mais amar-vos, por ter tão longo tempo desdenhado o vosso amor. 
Mas, eu vos suplico, ó meu Esposo, aplicai-me todos os castigos exceto este; concedei-me a graça de vos amar, e depois fazei de mim tudo o que vos aprouver. Mas como posso temer tal castigo, quando continuais a me intimar o doce preceito de vos amar? vós quereis que eu vos ame de todo o meu coração, meu Senhor e meu Deus. Ah! não tenho outro desejo que vos amar de todo o meu coração. Ó ardente Coração do meu Jesus, acendei em meu pobre coração esta feliz chama, que trouxestes do céu para abrasar a terra. 
Destruí em mim todas as afeições impuras que me impedem de ser toda de Deus. Ó meu bem Amado Senhor, não vos dedigneis de aceitar o amor deste coração, embora outrora vos houvesse tanto afligido. 
Não permitais para o futuro que eu viva um só instante privada de vosso amor, pois me tendes tanto amado. Ó meu amoroso Jesus, vós sois meu amor: espero amar-vos sempre, e sempre ser amada de vós. 
Sim, eu espero que este nosso mútuo amor subsista eternamente. 
Ó Mãe do Belo Amor, ó Maria, vós que desejais tão ardentemente nos ver amar a Jesus, vosso divino Filho, fazei que o ame tão estreitamente que seja toda dele, como é seu desejo. 


ORAÇÃO V 

Senhor, eis aqui a vossos pés uma dessas almas infelizes: tenho merecido ser abandonada por vós, no miserável estado de tibieza em que vivo há tantos anos: tenho merecido ser privada da vossa luz e da vossa graça! Mas eu vejo que ainda vos dignais agora esclarecer-me; ouço vossa voz, que de novo me convida para vos amar: são sinais certos de que ainda não me abandonastes. Ah! visto que ainda não me haveis abandonado depois de tantas ingratidões que contra vós tenho cometido, quero deixar de ser ingrata. 
Quereis perdoar-me tantas ofensas que vos tenho feito, se me arrepender. Sim, meu Jesus! perdoai-me meus pecados. Eu os detesto e aborreço mais do que todos os males: eu quereria antes estar morta do que ter-vos ofendido. Vós quereis meu amor, e todo o meu desejo é amar-vos. Eu vos amo, meu Deus, digno de um amor infinito. Senhor, aumentai ainda em mim esta luz que me dais agora e o desejo que tenho de ser toda vossa Vós sois onipotente, vós podeis mudar-me, e de rebelde que tenho sido às vossas graças, fazer-me uma grande de vossa bondade. Eis o que eu quero e o que espero ser, com o vosso socorro. Vós prometestes ouvir a quem vos rogasse: eis a graça que vos peço: Fazei que eu seja toda vossa, e vos ame a vós somente. 
Ó meu Jesus, meu caridoso Esposo, pelos méritos do vosso sangue, fazei que vos ame uma pobre pecadora, a quem tanto amastes e da qual tendes suportado tantas ingratidões com tanta paciência e por tantos anos! Eu espero, pois, com uma firme confiança apoiada sobre vossa misericórdia, amar-vos de todo o meu coração nesta vida e na outra, onde espero louvar eternamente as grandes mercês que me fizestes. 
Ó Maria, minha Mãe, todas estas graças, esta luz, estes desejos, esta boa vontade que Deus me dá neste momento, eu reconheço dever tudo às preces que tendes feito por mim. Continuai, continuai a interceder por mim, e não cesseis de pedir até que me acheis tal qual me desejais ver, toda de Jesus Cristo. Assim o espero, assim seja. 


ORAÇÃO VI 

Meu Jesus, não olheis para as ingratidões com que tenho pago os vossos benefícios; olhai somente para os vossos merecimentos e para os trabalhos que suportastes por mim desde o presépio até a cruz. Eu me arrependo do fundo do meu coração de todos os desgostos que vos tenho dado; e consagrando-vos toda a minha vida, proponho fazer daqui em diante tudo o que puder para vos obedecer e vos amar. Eu vos amo, ó meu Redentor, mas vos amo pouco; por vossa infinita bondade, aumentai em mim o vosso amor. 
Ouvi-me e dai-me a graça de continuar sempre a repetir a mesma prece. Ó amor da minha alma, quem me dera ter o coração sempre abrasado do vosso amor! Eu vos ofendi muito: para o futuro, vos quero amar muito, e não amar senão a vós, porque só vós sois digno de ser amado sobre todas as coisas. 
Eu vos quero amar unicamente porque mereceis todo o amor. Ó Maria, minha Mãe e minha esperança, ajudai me. 


ORAÇÃO VII

Meu Deus, depois de ter recebido tantos socorros da vossa graça, depois de tantas comunhões, tantos sermões, tantos bons exemplos de minhas irmãs, tantas luzes interiores, tantos convites da vossa parte, eu deveria estar agora toda abrasada de amor para convosco; todavia, eu me acho sempre imperfeita, e miserável como antes. Nada me tem faltado da vossa parte, mas tudo me tem sido inútil por minha culpa, pelos obstáculos que tenho posto a vossa graça, querendo seguir as minhas paixões. Ó Meu Jesus, eu vejo que por minha vida, longe de vos honrar, vos tenho ofendido, parecendo aos olhos dos outros uma esposa vossa tão apegada ao mundo e a si mesma. Vós me fizestes sair do mundo, e eu o tenho amado mais do que os seculares. 
Senhor, tende piedade de mim, não me abandoneis, porque eu quero emendar-me. Pesa-me do fundo do meu coração de todas as vezes que, para me satisfazer, vos causei desgosto a vós meu sumo bem. Quero começar a amar-vos deveras, e quero fazê-lo desde hoje. Há bastante tempo, tenho cansado a vossa paciência; agora vos amo com toda a minha alma. Vós sois e sereis doravante o único objeto dos meus afetos. Quero deixar tudo e fazer tudo para vos agradar. Dizei-me o que exigis de mim e dai-me o vosso auxílio, que estou pronta para vos obedecer. Não permitais que algum dia eu seja ingrata a tantas finezas de amor com que me tendes ligado e obrigado a amar-vos. Eu me ofereço para ser privada de todas as consolações terrenas e a sofrer todas as cruzes que vos aprouver mandar-me. 
Disponde de mim segundo a vossa vontade. Quero e espero ser toda vossa e sempre vossa. Meu Jesus, eu vos quero só a vós e a mais nada. Ó Maria, minha mãe, rogai a vosso Filho que me ouça, visto que vosso Filho nada vos nega. 


ORAÇÃO VIII

Divino Esposo da minha alma, ajudai-me e daime força. De hoje em diante quero servir-vos melhor do que até o presente. No passado procurei satisfazer meus sentidos e meu amor próprio, sem temer desagradar-vos; mas, para o futuro, eu quero aplicar-me unicamente a vos contentar, pois merecereis todo o meu amor. 
Por amor de mim, escolhestes uma vida toda cheia de amarguras e de dores, nada poupastes para me obrigar a amar-vos; e eu, como poderei continuar a viver na ingratidão em que tenho vivido, há tantos anos? Não, meu Jesus, não há de ser assim. Já vos ofendi demais. Perdoai-me e perdoai-me tudo. Eu me arrependo, de todo o coração, dos desgostos que vos dei com minha vida desregrada. 
Agora vos amo de todo o coração, e quero fazer tudo o que puder para vos agradar absolutamente e sem reserva. Manifestai-me a vossa vontade por meio do meu diretor, para que eu a execute em tudo, como proponho e espero fazer com os auxílios da vossa graça. Meu Redentor amabilíssimo, penetrai o meu espírito de santos pensamentos, afim de que me recorde sempre das dores que sofrestes por meu amor; cumulai a minha vontade de santos afetos, para que não se aplique a outra coisa, que a dar-vos prazer, e não queira outra coisa que fazer a vossa vontade nem tenha outra liberdade senão a de ser toda vossa. 
Fazei, Senhor, que vos ame e que vos ame muito; porque, se vos amar, todas as penas me serão doces e caras. Santíssima Virgem Maria, minha Mãe, ajudai me a agradar a Deus, no resto da minha vida. Confio inteiramente em vós. 


ORAÇÃO IX

Meu Deus, por vossa piedade, perdoa-me as inumeráveis faltas que tenho cometido por minhas imodéstias, das quais me arrependo de todo o coração. Tudo isto proveio do pouco amor que vos tive. Confesso que não mereço compaixão; mas as vossas chagas e a vossa morte me animam e me obrigam a confiar em vós. Meu Deus, quantas vezes me perdoastes com ternura os desgostos que vos tenho dado! Quantas vos tenho prometido fidelidade e de novo tenho vos ofendido! Que é pois o que espero? Que me abandoneis à minha própria tibieza, que, com certeza, me arrastará a condenação? - Não, Senhor! Eu quero me corrigir; e para consegui-lo, ponho toda a confiança em vós, fazendo o propósito de vos pedir sempre a graça necessária para vos ser fiel. No passado, eu confiei nas minhas resoluções e descuidei de me recomendar a vós, e esta foi a causa de tantos pecados. - Eterno Padre, pelos méritos de Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, socorrei-me e dai-me a graça de sempre me recomendar a vós em todas as minhas necessidades. Eu vos amo, ó sumo bem, e desejo vos amar com todas as forças, mas sem vós nada posso. Dai-me vosso amor, daime a santa perseverança. Eu tudo espero da vossa infinita bondade. Ó Maria, Mãe de Deus, vós sabeis quanto confio em vós. Ajudai-me e tende compaixão de mim. 


ORAÇÃO X

Meu querido Redentor, eu me envergonho de comparecer diante de vós, tão defeituosa e tão tíbia como sou! Depois de todas as graças que me fizestes, eu deveria agora arder de amor para convosco como os serafins; mas, ai! eu me acho até mais imperfeita do que antes. Eu vos tenho prometido tantas vezes, santificar-me e ser toda vossa; mas essas promessas tem sido outras tantas infidelidades. O que me consola, é que me acho diante de vós que sois a bondade infinita, meu Deus. Senhor, não me abandoneis, continuai a dar-me forças, pois quero me santificar para vos agradar. Eu vos prometo mortificar os sentidos, especialmente abster-me de tal coisa (especifique qual). Oh! meu Jesus, eu conheço o muito que me obsequiastes, para me verdes toda vossa: quão errada eu andaria, se vos negasse alguma coisa e pouco vos amasse. Quero deixar de ser ingrata. Vós fostes tão bom para comigo, e eu não quero ser mesquinha para convosco, como fui na vida passada. Eu vos amo, meu divino Esposo; e me arrependo de todos os desgostos que vos tenho dado. Perdoai-me e ajudai-me a vos ser fiel. Ó Maria, vós fostes sempre fiel a Deus, alcançai-me igual fidelidade para o resto de minha vida. 


ORAÇÃO XI

Meu amado Redentor, tenho vergonha de aparecer diante de vós, apegada como estou aos prazeres terrenos. Durante vossa vida, só pensastes em sofrer por mim; e eu só tenho pensado até agora em me satisfazer, sem cuidar dos vossos sofrimentos nem do amor que me tivestes. Ai! até o presente, só tenho apenas trazido o hábito e o nome de religiosa e esposa vossa! Mereceria ser expulsa desta santa casa em que me fizestes tantas graças, e me destes tantas luzes, às quais correspondi sempre com ingratidões! É verdade que tenho feito inúmeros propósitos, e vos tenho prometido, muitas vezes, executá-los, mas tenho sido infiel em pô-los em prática. Ó meu Jesus, fortificai-me. Eu quero fazer alguma coisa por vós antes de morrer. Se a morte me sobreviesse agora, eu ficaria triste de morrer com o estou! Prolongai os meus dias, afim de que me santifique, pois quero fazer tudo para isso. Eu vos amo, meu Deus e meu Esposo, e vos quero amar como verdadeira esposa e não quero pensar noutra coisa, que em vos agradar. Perdoai-me todas as ofensas passadas, eu as detesto todas de coração. Ó Deus de minha alma, para me contentar a mim mesma, eu vos causei tantos desgostos, sendo vós o meu tesouro e a minha vida, e me tendo amado tanto! Dai-me o auxílio necessário para ser toda vossa de hoje em diante. Ó Maria, Virgem Santa, minha esperança, socorrei-me também vós. Obtende-me a força de fazer alguma coisa por Deus, antes de ser surpreendida pela morte. 


ORAÇÃO XII

Meu Jesus, se no passado tive o coração apegado aos bens da terra, de hoje em diante sereis o meu único tesouro. Ó Deus de minha alma, vós sois um bem infinitamente maior que todos os outros bens e mereceis um amor infinito. Eu vos amo e estimo acima de todas as coisas, mais do que a mim mesma. Vós sois o único objeto de todo o meu amor. Eu nada desejo deste mundo; mas se tivesse alguma coisa a desejar, eu quereria possuir todos os tesouros e todos os reinos da terra, para renunciá-los a privar-me deles inteiramente por amor de vós. Vinde, ó meu amor, vinde consumir em mim todos os afetos que não são para vós. Sede daqui em diante o único objetivo de minhas ações, dos meus pensamentos e das minhas aspirações. Que esse amor que vos levou a morrer por mim na cruz, me faça morrer para todas as minhas inclinações, para só amar a vossa bondade infinita e não desejar outra coisa que não a vossa graça e o vosso amor. Meu dulcíssimo Redentor, quando serei toda vossa, como sois todo meu, se eu o quiser? Eu nem sei me dar toda a vós, como deveria. Ah! prendei-me e fazei que eu só viva para vos agradar! Tudo espero dos merecimentos do vosso sangue, ó Jesus meu; e da vossa intercessão ó Maria, minha Mãe. 


ORAÇÃO XIII

Meu Jesus, em vós eu acho tudo. Fora de vós, nada quero, nada desejo. Ai! atrai-me inteiramente a vós, afim de que me abrase no vosso amor, pelo qual quereria me ver toda consumida. Meu caro Redentor, eu vejo que há tantos anos instais comigo sem cessar, porque me quereis toda para vós. Já que tanto cuidais do meu bem, fazei que de hoje em diante eu não me preocupe de outra coisa senão amar-vos e agradar-vos. Ah! livrai-me de todos os afetos que me afastam de vós. Fazei que o único objeto dos meus pensamentos seja preservar-me de tudo o que pode desagradar-vos, e buscar o meio de vos ser agradável quanto me for possível. Ó Verbo Encarnado, viestes à terra para inflamar os corações de vosso amor. Eu vos suplico, tomai o meu, abrasai-vos inteiramente, esclarecei-o e tornai-o dócil a todas as vossas vontades. Em uma palavra, uni-o todo a vós, e possui-o absolutamente. Uni-vos a mim, e abrasai-me num perfeito amor que dure eternamente. Fazei que eu não pertença mais a mim, mas sempre a vós e só a vós, que sois meu tesouro, meu amor e meu único bem. Maria, minha Mãe, na vossa intercessão deposito todas as minhas esperanças. 


ORAÇÃO XIV

Sim, meu Deus e meu Esposo, só a vós quero amar e servir de hoje em diante. Eu só servirei as criaturas, quando souber que essa é a vossa vontade. Senhor, fazei-me conhecer tudo o que vos agrada, que eu quero tudo executar. Ai! Inflamai-me toda de vosso santo amor, para que no futuro só procure fazer a vossa vontade. Fazei que só me agrade o que for de vosso agrado. Fazei que eu sempre diga com verdadeiro afeto: Meu Deus, meu Deus, eu só vos quero a vós e nada mais. - Ó Jesus, meu Rei e meu Esposo, reinai sozinho na minha alma, possui-a toda inteira. Vosso amor ordene-lhe, e indique o que ela deve querer e o que deve fugir, e ela a ninguém obedeça senão a vós. Meu querido Redentor, ouvi-me pelos méritos da vossa Paixão. Ó Rainha do céu, em vós confio. Ajudai-me por vossa intercessão. 


ORAÇÃO XV

Meu Jesus, já vos compreendo. Vós quereis todo o meu coração, todo o meu amor, e eu vô-lo quero dar todo. Depois de tantos desgostos que vos dei, eu merecia ser abandonada por vós, mas percebo que me continuais a convidar a vos amar, dizendo-me no íntimo da alma: Amarás ao Senhor teu Deus de todo coração. 
Sim, quero obedecer-vos, de hoje em diante só quero vos amar. Ó meu Jesus, quem me dera poder me consumir por vós, assim como vos consumistes todo por mim! Vós, por meu amor destes todo o vosso sangue, para me salvar sacrificastes toda a vossa vida; eu ousaria a ter reservas convosco? Para vos amar não basta um só coração, não bastam sequer mil corações; e eu dividirei este meu pobre coração com as criaturas? Não. Vós o quereis todo e eu vo-lo quero dar todo inteiro. Recebei-me, ó meu Jesus, meu amor e meu Esposo. Eu sou vossa e toda vossa. Disponde de mim como vos aprouver. Maria, minha esperança, uni-me a Jesus vosso Filho e fazei-me toda sua. A vós peço esta graça e de vós a espero. 


ORAÇÃO XVI

Meu Deus depois de tantos pecados, como pode haver em mim tanta soberba! Ai eu vejo que as minhas faltas depois de me tornarem tão ingrata para convosco, ainda me tornaram soberba! Senhor não me expulseis da vossa presença como eu mereço. 
Tende piedade de mim. Dai-me luz e fazei-me conhecer quem sou eu e o que mereço. Quantos por menos pecados do que os meus estão no inferno, e não tem mais esperança de perdão! e a mim vejo que vós mesmo me ofereceis o perdão, se eu o quiser. Sim, eu o quero. Meu Redentor, perdoai-me, pois me arrependo de todo o coração de todas as minhas soberbas, com as quais não só desprezei o meu próximo, mas também vos desprezei a vós, que sois o sumo bem. Eu vos direi com Santa Catarina de Gênova: Meu Deus, não mais pecar, não mais pecar. - Eu vos ofendi bastante, e não quero mais abusar da vossa paciência. Eu vos amo, Senhor, e quero empregar o resto da minha vida somente em vos amar e vos agradar. Meu Jesus, assisti-me. Quanto mais animada estou do desejo de ser toda vossa, tanto mais se esforça o inferno para me acabrunhar com tentações. Socorrei-me e não me abandoneis às minhas próprias forças. Santíssima Virgem Maria, já sabeis que em vós coloquei todas as minhas esperanças. Não deixeis de me ajudar sempre com as vossas preces, que de Deus alcançam tudo quanto pedem. 


ORAÇÃO XVII

Deus de minha alma, eu vos agradeço, porque me fizestes conhecer a vaidade de tudo quanto o mundo estima. No entanto, dai-me forças para me desapegar de todas as coisas, antes que a morte delas me separe. Ai de mim que, há tantos anos, estou na vossa casa, deixei o século para me santificar e até agora nada tenho aproveitado! Ai! quantas chagas hediondas vejo na minha alma! Meu Jesus, tende piedade de mim e curai-me. Vos podeis e quereis curar-me, se eu resolver mudar de vida, se eu quiser me corrigir! - Vós prometestes, por boca do profeta, esquecer as ofensas recebidas, se o pecador se arrepender. 
Tenho sumo pesar de ter desprezado o vosso amor. Esquecei, pois, todas as minhas ofensas. Para o futuro antes quero perder a vida, do que causar-vos o menor desgosto voluntário. Meu Deus eu vos quero amar. E a quem amarei senão a vós, que sois tão digno de ser amado? Vós me criastes, me remistes com a vossa morte, me chamastes à religião, me cumulastes de tantas graças! Só vós, pois, mereceis todo o meu amor, e eu só a vós quero amar. Maria Santíssima, minha rainha e minha grande advogada, ajudai-me com a vossa intercessão, afim de que eu não seja mais ingrata ao vosso divino Filho. 


ORAÇÃO XVIII

Meu Jesus, eu me envergonho de aparecer diante de vós! Vós tanto amastes os desprezos e os opróbrios, que chegastes a morrer em uma cruz escarnecido e ludibriado, e eu não tenho podido suportar a menor afronta que me têm feito! Vós inocente por meu amor fostes saciado de ignomínias, e eu pecadora sou tão ávida de honras e louvores! Ai! meu divino Esposo quanto me vejo dissemelhante de vós! isto me faz temer pela minha salvação eterna, porque os predestinados deverão ser conformes a vós. Mas não quero desconfiar da vossa misericórdia, porque me haveis de socorrer e converter. Proponho com vosso auxílio querer sofrer de hoje em diante, por vosso amor, todos os desprezos e injúrias que me fizerem. Ai! com vosso exemplo, como as ignomínias se tornaram amáveis às almas que vos amam! Eu vos amo e quero fazer tudo o que puder para vos agradar. Perdoai-me os desgostos que vos dei pelas minhas soberbas, das quais me arrependo de todo o coração, e dai-me forças para ser fiel em cumprir a promessa que vos faço hoje de me não lamentar das afrontas que me forem feitas. Maria Santíssima, minha Mãe, vós que fostes tão humilde, alcançai a graça de imitar-vos quanto me for possível. 


ORAÇÃO XIX

Meu Jesus, meu amor, como posso ser tão soberba, quando vos vejo a vós, que sois meu Deus, humilhado até o ponto de morrer por mim como um criminoso em seu patíbulo? Ai! pelos méritos dos vossos abatimentos, fazei que eu conheça as minhas misérias e meus defeitos afim de que me deteste a mim mesma e sofra com paciência por vosso amor todas as injúrias que me forem feitas. Oh! Meu Redentor, como nobilitastes os opróbrios e os tornastes amáveis às almas que vos estremecem! Fazei que eu conheça a vossa bondade e o vosso afeto para comigo, afim de que vos ame e abrace todos os desprezos para vos agradar. Fazei que eu afaste de mim todos os respeitos humanos, e em todas as minhas ações não tenha em vista outra coisa senão o vosso aprazimento. Eu vos amo, ó meu Jesus desprezado, e tomo a resolução de, com a vossa graça, não mais me afligir nem lamentar de qualquer ignomínia que me irroguem. De vós espero a força para ser fiel. Ó Maria, minha Mãe, socorrei-me com a vossa intercessão. Rogai a Jesus por mim. 


ORAÇÃO XX

Oh! Meu Redentor, como estou longe de ser semelhante a vós! Vós cheio de caridade para com os vossos perseguidores, e eu de ódio e rancor para com o meu próximo! Vós rogastes com tanto amor pelos que vos crucificaram, e eu logo cuido de vingar de quem me tem cansado dissabores! Perdoai-me, meu Jesus, pois não quero ser mais o que fui no tempo passado, e dai-me forças para amar e fazer bem aos que me ofenderem. Não me abandoneis sob o domínio das minhas paixões, e não permitais que me separe de vós. Oh! que inferno não seria para mim, se depois de tantas graças que me fizestes, me visse separada de vós e privada da vossa amizade para sempre? Não o permitais, meu divino Esposo, pelo sangue que derramastes por mim! - Padre Eterno, pelos merecimentos de vosso Filho, livrai-me de cair em vosso desagrado. Se vedes que algum dia eu ei de vos ofender, fazei-me morrer agora, que espero estar na vossa graça. - O, Deus de amor, dai-me o vosso amor. Ó Poder infinito, socorrei-me. Ó Misericórdia infinita, tende piedade de mim. Ó Bondade infinita, atrai-me inteiramente para vós! Eu vos amo, meu sumo Bem! Ó Maria, Mãe de Deus, rogai a Jesus por mim. A vossa proteção é a minha esperança. 


ORAÇÃO XXI

O meu Deus, não olheis para os meus pecados, mas para vosso Filho Jesus, que por minha salvação, vos sacrificou a própria vida. Por amor de Jesus, tende piedade de mim e perdoai-me todos os desgostos que vos dei, especialmente pela pouca caridade que tenho tido para com o próximo. Senhor, destruí em mim tudo o que vos não agrada e dai-me um verdadeiro desejo de em tudo vos comprazer. Ah! meu Jesus, eu tenho o maior pesar de ter já vivido tantos anos e tão pouco vos ter amado. Ai, dai-me parte naquela dor que tivestes no jardim de Getsemani pelos meus pecados! Oh! Quem me dera ter morrido antes de vos ofender? Porém, fico consolada por me terdes dado ainda tempo para vos amar. Sim, quero empregar todo o resto da minha vida no vosso amor. Eu vos amo, ó bem imenso; eu vos amo, meu Redentor; eu vos amo, único amor da minha alma. Ai! Fazei-me toda vossa, antes que me venha a morte! Atrai todos os meus afetos, para que eu não possa amar outro, senão a vós. Mas enquanto eu viver, ó meu amor, estou em perigo de vos perder. Quando chegará o dia em que poderei dizer: Meu Jesus, eu não vos posso perder mais! Ai! Uni-me a vós, mas segurai-me de modo que eu não possa mais separar-me de vós. Fazei isto pelo amor que me mostrastes, ao morrer por mim na cruz. Ó Virgem Santíssima, vós sois tão querida de Deus, que ele nada vos recusa. Obtende-me a graça de não ofendê-lo mais e de amá-lo com todo o meu coração, e nada mais vos peço. 


ORAÇÃO XXII

Meu Jesus, dai-me o dom do vosso santo amor, que me faça abraçar todas as penas e afrontas para vos agradar. Dai-me a força para me privar de todas as coisas que vos desagradam, e para aceitar tudo o que repugna ao meu amor próprio, as dores, as perseguições, a perda dos meus parentes, da saúde, da própria estima, e todas as cruzes que me enviardes. Aceito agora tudo das vossas mãos: aceito todos os trabalhos da minha vida e especialmente as penas da minha morte. Fazei que eu só viva para vos dar prazer, e, morrendo, vos sacrifique com todo o afeto a minha vida. Meu Deus, vós mandais que eu não vos ofenda; e eu temo mais a vossa ofensa do que a morte. Vós me ordenais que eu vos ame, e eu não desejo outra coisa senão amar-vos. Mas conheço a minha fraqueza. Ai, assisti-me sempre com a vossa graça; não me deixeis entregue a mim mesma, porque eu vos trairei de novo. Eu vos amo, meu sumo bem e espero amar-vos sempre. Ó Maria, minha esperança e minha bondosa Mãe, obtende-me a graça de ser fiel a Deus, e de amá-lo, como merece ser amado um Deus de infinita bondade. 


ORAÇÃO XXIII

Meu Jesus crucificado, vós sofrestes por mim tantas dores e tantas afrontas; morrestes para ganhar o meu amor; e eu tenho renunciado tantas vezes o vosso amor por um nada! Tende piedade de mim e perdoai-me. Bendita seja a vossa misericórdia, que por tanto tempo me suportou com tanta paciência. Então, eu vos não amava, nem me preocupava de ser amada por vós. Agora, eu vos amo de todo o meu coração, e a maior de todas as minhas penas é vos ter desgostado, ó meu Redentor, que tanto me amastes! Sim; esta é a minha maior dor; mas esta dor me consola, porque me dá confiança de que já me perdoastes. Oh! Quem me dera ter morrido antes de vos ter ofendido! Meu Deus, se no passado não vos amei, agora me entrego inteiramente a vós. Quero deixar tudo, para amar somente a vós, meu Salvador, digno de um infinito amor! Bastam os desgostos que vos dei: Quero empregar todo o resto de minha vida em comprazer ao vosso adorável coração, tão abrasado no meu amor. Dizei-me tudo o que de mim quereis, pois eu quero fazê-lo sem reserva. Dai a força para executá-lo. Eu vos amo, Bondade infinita; eu vos amo de todo o meu coração, e por vosso amor aceito todas as penas que vos aprouver enviar-me. Maria Santíssima, minha Mãe, socorrei-me com a vossa intercessão. Eu confio em vós. 


ORAÇÃO XXVI

Meu Deus, eu vos ofereço os sofrimentos de Jesus vosso Filho em expiação dos meus pecados. Este é o Cordeiro que um dia vistes sacrificado para vossa glória e para nossa salvação no altar da cruz. Por amor desta vítima tão cara ao vosso coração, perdoai-me todos os desgostos graves ou leves que vos dei pelo passado. Pesa-me de todo o meu coração de ter ofendido a vossa bondade infinita. Vós me chamais ao vosso amor; eis-me aqui! abandono tudo e venho a vós, meu tesouro e minha vida! Por vosso amor, renuncio todos os bens, honras e favores do mundo. Eu vos amo, ó sumo bem; eu vos amo mais do que todos os outros bens. Ah! meu Jesus, não permitais que eu aumente mais as minhas ingratidões para convosco, resistindo ainda a tantas provas de vossa ternura para comigo. Ai! manifestai-me sempre mais as grandezas da vossa bondade infinita, para que vos ame cada vez mais. Como poderia eu amar a outro senão a vós, que vos mostrastes tão abrasado de amor para com a minha alma? Não, ó meu Redentor; de hoje em diante só para vós quero viver, só a vós quero amar. Ó Maria, minha Mãe, ajudai-me, e impetrai-me a graça de ser fiel a esta minha promessa. 


ORAÇÃO XXV

Meu Deus, eu não quero mais resistir ao amor que me tendes. Este amor fez que me suportásseis com tanta paciência, quando eu vos ofendia. Ai! Meu Jesus pelos vossos merecimentos, não permitais que eu vos torne a ofender. Fazei que eu acabe de vos ser ingrata, ou então cesse de viver. Vejo que quereis a minha salvação, e eu quero me salvar, para ir cantar para sempre as vossas misericórdias no céu. Senhor, não me abandoneis. Já sei que nunca me abandonareis, se eu não for a primeira a vos abandonar; mas eu o temo, pela experiência que tenho da minha fraqueza. Ai! pela cruel morte que um dia por mim padecestes sobre a cruz, dai-me fortaleza nas tentações e especialmente a graça de recorrer logo a vós, na ocasião. Eu vos amo, ó Bondade infinita, e espero amar-vos sempre. Ligai-me com as doces cadeias do vosso amor, afim de que a minha alma nunca mais se separe de vós. Ó Maria, vós sois chamada Mãe da perseverança; vós sois a distribuidora deste grande dom; eu vô-lo peço, e espero alcançá-lo com certeza por vosso intermédio. 


ORAÇÃO XXVI

Meu amado Jesus, vós sofrestes tantas dores e ignomínias por meu amor. E eu pelas misérias deste mundo, tantas vezes, vos tenho voltado as costas! Eu vos agradeço me terdes esperado até agora. Se eu então tivesse morrido, não vos poderia mais amar. Como ainda o posso, quero amar-vos com todo o coração. Ó meu amor, acolhei-me, pois, agora que a vós torno enternecida e arrependida dos desgostos que vos dei, não me rejeiteis. Mas, se não vos cansastes de correr após de mim, quando eu desprezava o vosso amor, como poderei temer que me repilais agora, que outra coisa não desejo, exceto o vosso amor? Vós me aturastes somente para que eu vos amasse. Sim, eu vos quero amar. Eu vos amo, meu Deus, de todo o coração, e tenho maior pesar de vos ter ofendido no passado, do que se tivesse sofrido todos os outros males. Ó amor de minha alma, de agora em diante, não quero dar-vos mais nenhum dissabor conscientemente, e proponho fazer tudo o que de mim quiserdes. Vossa vontade será, doravante, o meu único amor. Ensinai-me o que devo fazer para vos agradar. Estou pronta para tudo. Eu quero amar-vos deveras; e por isso abraço todas as tribulações que vos aprouver enviar-me. Castigai-me nesta vida, para que na outra vos possa amar eternamente. Meu Deus dai-me forças para vos ser fiel. Maria, minha Mãe, a vós me recomendo, não deixeis nunca de rogar a Jesus por mim. 


ORAÇÃO XXVII

Meu Jesus, tende piedade de mim. Como tenho sido miserável! quantas vezes para seguir a minha vontade, contra a vossa, me condenei por mim mesma ao inferno! Se então me houvésseis enviado a morte, agora estaria lançada naquele calabouço para maldizer e odiar para sempre a vossa vontade! Mas não! Eu agora a bendigo e amo e quero amá-la para sempre. Meu Redentor, perdoai-me, pois não quero mais ir de encontro à vossa santa vontade! Ensinai-me o que quereis de mim, e dai-me forças para executá-lo; pois não quero outra coisa. Fiat voluntas tua. Permiti que eu cumpra perfeitamente a vossa vontade na vida que me resta, e nada mais vos peço. Ah! doce amor meu, que outra coisa quereis a não ser o meu bem e a minha salvação? Padre Eterno, por amor de Jesus Cristo que me ensinou a orar em seu nome, dai-me esta graça que vos peço: Faça-se em mim a vossa vontade: Fiat in me voluntas tua! Que felicidade para mim, se passar o resto da minha vida, e se a terminar, cumprindo a vossa vontade! O Maria, bem-aventurada sois vós, que sempre cumpristes perfeitamente a vontade de Deus! Minha terna Mãe, obtende-me, por vossa intercessão, que eu faça a divina vontade durante todo o resto da minha vida. Eu espero de vós esta graça. 


ORAÇÃO XXVIII

Meu Jesus, vós me amastes no meio das penas; e eu também quero vos amar no meio delas. Vós nada poupastes, vós chegastes até a dar todo o vosso sangue e toda a vossa vida para ganhar o meu amor; e eu continuarei a me mostrar reservada convosco, como fiz na vida passada? - Não, meu divino Salvador, não há de ser assim; basta a ingratidão com que vos tratei até agora. Eu vos consagro todo o meu coração; pois só vós mereceis todo o meu amor, e só a vós quero dedicá-lo. 
- Meu Deus, pois, que me quereis toda para vós, dai-me forças para vos servir o resto de minha vida, como mereceis. Perdoai as minhas tibiezas e infidelidades passadas. Quantas vezes deixei a oração para satisfazer os meus caprichos! Ai! quantas vezes podia entreter-me convosco para vos agradar, e me entretive com as criaturas a dar-vos desgostos! Ah! pudessem voltar atrás tantos anos que perdi! Mas se eles não voltam, há de ser todo vosso, meu amado Salvador, o tempo de vida que ainda me resta. Eu vos amo, meu Jesus. Eu vos amo, meu sumo bem. Vós sois e haveis de ser sempre o único objeto de meus afetos, o único amor da minha alma. Ó Maria, Mãe do amor formoso, alcançai-me a graça de amar o vosso divino Filho, e consagrar ao seu amor todo o resto da minha vida! Vós obtendes de Jesus tudo o que desejais. Eu espero de vós este favor. 


ORAÇÃO XXIX

Ó meu Jesus, parece que não soubestes mais o que havíeis de fazer para atrair os homens ao vosso amor. Basta saber que vos fizestes homem, isto é, um vil bichinho da terra como nós somos. Quisestes levar uma vida saturada de dores e de opróbrios durante trinta e três anos, até finalmente consumá-la sobre um infame patíbulo. Quisestes ainda esconder-vos sob as espécies de pão, para ser assim o alimento de nossas almas. Como, pois, pudestes encontrar tanta ingratidão mesmo da parte dos cristãos, que creem nestas verdades e ainda vos amam tão pouco? Ai de mim! Como fui eu também ingrata na minha vida passada? Procurei somente a minha satisfação, esquecida de vós e do vosso amor. Agora que reconheço o mal que fiz, me arrependo do íntimo de minha alma. Meu Jesus, perdoai-me. Agora eu vos amo, e vos amo tanto que prefiro a morte e mil mortes antes que deixar de vos amar. Eu vos agradeço as luzes que me destes. Concedei-me, ó Deus de minha alma, a força de crescer sempre, cada vez mais, no vosso amor. Permiti que meu pobre coração vos ame. É verdade que algum tempo vos desprezou, mas agora está enlevado da vossa bondade, vos ama e só deseja vos amar. Ó Maria, Mãe de Deus, ajudai-me. Ponho toda a minha confiança na vossa intercessão. 


ORAÇÃO XXX

Bendita seja para sempre, ó meu Deus, a paciência com que me suportastes. Vós me destes o tempo para vos amar, e eu o empreguei em vos ofender e vos desgostar! Se me fosse preciso morrer agora, qual não seria a minha dor, ao pensar que vivi tantos anos no mundo sem nada fazer! Senhor, eu vos agradeço me dardes ainda tempo para remediar a minha negligência e a perda de tantos anos. Ó meu Jesus, dignai-vos me ajudar pelos merecimentos da vossa paixão; eu não quero viver mais para mim, mas só para vós e para o vosso amor. Eu não sei quanto tempo me resta a viver, se é pouco ou se é muito; mas, se me désseis, ainda cem ou mil anos de vida neste mundo, todos quereria empregá-los unicamente em vos amar e vos agradar. Eu vos amo, ó meu sumo bem, e espero amar-vos eternamente. Não quero ser-vos mais ingrata. Não quero mais resistir ao vosso amor, que me convida desde muito tempo a me entregar toda a vós. Ai! que mais quero esperar? Esperarei que me abandoneis, ou que não me convideis mais? Ó Maria, minha Mãe, socorrei-me, orai por mim e obtende-me a graça de perseverar na minha resolução, e de ser fiel a Deus. 


ORAÇÃO XXXI

Meu Jesus, fazei que eu vos ame muito durante o resto da minha vida, e que eu seja toda vossa. Eu maldigo os dias em que vos causei desprazer amando as criaturas. De ora em diante não quero mais amar senão a vós. Eu vos peço que me deis força para me desapegar de todas as coisas, que me distraem do vosso amor. Fazei que meu coração me empregue exclusivamente em vos amar e vos considerar como o único objeto digno de ser amado. - Ó Verbo Encarnado, vós viestes ao mundo para habitar em nossos corações, que remistes com o vosso sangue. Eu desejo, pois, que meu coração seja todo vosso. Tomai posse dele, e de lá providenciai a todas as minhas necessidades, esclarecei-me, inflamai-me e tornai-me pronta para executar todas as vossas santas vontades. Meu Jesus, meu sumo bem, eu vos amo e vos estimo acima de todos os bens. Eu me dou toda a vós. Aceitai o dom que vos faço de mim mesma para vos servir para sempre, não por temor, mas por amor. Vossa majestade merece o respeito e o temor, mas vossa bondade merece mais ser amada. Ó Maria, minha Mãe e meu refúgio, fazei que eu seja toda de Jesus. 


ORAÇÃO XXXII

Meu adorado Jesus, vós não recusastes dar-me todo o vosso sangue; e eu recusaria dar-vos todo o meu amor? Não, meu amado Redentor, eu me ofereço toda a vós! Aceitai-me, e disponde de mim, como vos aprouver. Mas, já que me destes o desejo de vosso puro amor, ensinai o que devo fazer, pois quero vos obedecer em tudo. Fazei que este coração, que, algum tempo, foi desgraçadamente privado de vosso amor, não ame de ora em diante e não busque senão a vós; fazei que nada queira fora do que quereis. Ai! houve tempo, em que para me satisfazer a mim mesma, desprezei a vossa vontade e tive a desgraça de me esquecer de vós. Fazei que, de hoje em diante, eu esqueça tudo e me esqueça de mim mesma, para não pensar senão em vos amar e vos agradar. Meu Deus, mais amável que todos os bens, quando me pesa de ter feito pouco caso de vós no passado! Senhor, perdoai-me e atrai-me toda para vós; não permitais que eu vos ame pouco, ou ame outra coisa, fora de vós. Em tudo espero da vossa bondade e por vossos méritos, ó meu Jesus! E ponho toda a minha confiança em vossa intercessão, ó Maria, minha Rainha, minha Advogada e minha Mãe. Recomendai-me, por piedade, ao vosso Filho que em tudo vos ouve, e nada vos nega. 


ORAÇÃO XXXIII

Senhor, eu vos agradeço todos os socorros e todas as luzes que me destes, para me santificar e me unir a vós mais e mais. Quando virá o dia em que me possa ver livre de todos os afetos terrenos, e inteiramente unida ao vosso coração tão cheio de ternura para com minha alma? Eu espero tudo isto da vossa misericórdia infinita. Meu Jesus, eu não poderia resistir mais ao vosso amor, não quero mais ser ingrata para convosco, como fui pelo passado. Senhor, dai-me um coração novo, que só cuide em vos agradar. 
O desejo que me inspirais, faz esperar a graça que vos peço. Meu Deus, eu creio em vós, e daria mil vezes a vida para vos ser fiel. Espero em vós pelos merecimentos de Jesus Cristo, sem os quais estaria perdida. Ó sumo bem, eu vos amo, e por vosso amor renuncio tudo, e abraço todas as penas, todas as cruzes que quiserdes me enviar. Eu vos ofendi, mas disso tenho mais pesar, do que se tivesse experimentado todas as desgraças. Agora nada mais desejo, senão a vossa graça e o vosso amor. Meu Deus, ajudai-me, tende piedade de mim. Vós também, ó Virgem santa, socorrei-me por vossas preces, que obtém de Deus tudo o que pedem. Minha Mãe, recomendai-me ao vosso Filho, não vos esqueçais de mim. 


ORAÇÃO XXXIV

Ah! meu Jesus, vós sofrestes tanto, destes vosso sangue e vossa vida, para me pôr na necessidade de vos amar; e vos tenho pago com ingratidões! Quantas vezes, por uma miserável satisfação, vos voltei as costas e perdi a vossa graça? Eu sabia que pecando vos causaria um grande desgosto; eu o sabia e ainda o fiz! Ai! Eu vos peço, meu caro Redentor, perdoai-me pelo sangue que por mim derramastes. 
Eu me arrependo de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade. Senhor, aumentai este meu arrependimento; dai-me tal dor de meus pecados que faça ficar sempre aflita até a morte pelas injúrias que vos irroguei. Se eu então morresse, não poderia mais vos amar! Visto que me destes tempo para ainda vos amar, eu quero vos amar muito e amar só a vós. Sim, eu vos amo, meu sumo bem; eu vos amo de todo o meu coração; e porque vos amo, vos dou toda a minha vontade. Dai-me a graça de vos amar sempre no futuro; e disponde de mim como vos aprouver, pois aceito tudo de vossas mãos. Fazei que, em todas as tentações e em todos os perigos de vos ofender, eu nunca deixe de me recomendar a vós. Ó Maria, minha Mãe, obtende-me esta graça que, nas tentações, eu recorra sempre a Deus e a vós, que podeis tudo diante do Senhor. 


ORAÇÃO XXXV

Meu Jesus, eu vos amo, e o que faz toda a minha pena nas angústias da minha consciência é o temor de vos desgostar e vos perder a vós que sois o bem infinito. Houve um tempo, ai! prouvera a Deus que esse tempo nunca houvesse existido! um tempo infeliz, em que eu não vos amava e em que cuidava pouco de ser por vós amada; mas, hoje, eu não desejo outra coisa que vos amar e ser amada por vós, ó meu Redentor! Está decidido; não quero mais vos desagradar. Vós conheceis a minha vontade de vos amar a todo o custo: Não me abandoneis. Se no passado eu vos ofendi, agora tenho maior pesar dos desgostos que vos dei, do que se tivesse perdido tudo, fortuna, parentes e até a própria vida. Vós morrestes por mim, a vós entrego a minha alma, nas vossas mãos a recomendo. 
Vós me amastes; eu me abandono inteiramente a vós, e espero de nunca mais ter a confusão de me ver caída na vossa inimizade. 
Meu Jesus, eu vos amo e vos quero amar sempre. Eu o repito e espero repetir enquanto viver, na hora da morte e por toda a eternidade: Meu Jesus, eu vos amo e vos quero amar sempre, sempre. Maria, minha esperança, Mãe de misericórdia, ajudai-me, tende compaixão de mim. 


ORAÇÃO XXXVI

Meu Jesus, eu vos adoro no Santíssimo Sacramento do altar. Vós mesmo, um dia, sacrificastes por mim na cruz vossa vida divina; e agora, porque me amais, ficais encerrado no tabernáculo como em uma prisão de amor! Apesar de todos os meus pecados entre tantas outras que menos vos ofenderam do que eu, me escolhestes para me ter convosco nesta casa, onde, me arrancando do meio do mundo e me livrando de seus perigos, me admitistes em vossa companhia para sempre nesta terra, afim de que possa ir um dia vos amar e gozar de vossa presença sem véu, como vossa esposa e vossa companheira eterna, no vosso feliz reino. Aqui ainda me convidais a me alimentar muitas vezes de vossa carne sacrossanta na comunhão, para me unir inteiramente a Vós e tornar-me toda vossa. Meu caro Redentor que posso vos dizer? Eu vos agradeço e espero ir vos agradecer tantos benefícios no céu, por toda a eternidade. Direi com Sta. Teresa: Cantarei para sempre as vossas misericórdias. 
Sim, meu Jesus, meu amor e meu esposo, eu o espero pelos vossos merecimentos. Entretanto, eu me reconheço mais feliz de ter, por vosso amor deixado o mundo e os efêmeros prazeres que ele me podia oferecer, do que se fosse rainha de toda a terra. Pesa-me de vos ter causado até agora, mesmo na vossa casa, tantos desgostos que dela merecia ser banida. Meu Jesus perdoai-me; por piedade, permiti que, entre tantas boas irmãs que vos tem servido tão bem, vos sirva ainda eu pobre pecadora. Não quero mais me apartar de vossos pés, quero visitar-vos muitas vezes. Vossa presença me dará força para me desapegar de todo afeto, que não o vosso. Vossa vizinhança me recordará a obrigação que tenho de vos amar e de recorrer sempre a vós nas minhas necessidades. Eu quero estar sempre perto de vós e comungar muitas vezes, para vos amar e me unir a vós mais e mais, ó meu amado Salvador! Eu vos amo, meu Deus escondido no Santíssimo Sacramento! Por amor de mim ficais continuamente neste altar; e eu, por amor de vós, quero ficar, quanto mais puder, em vossa presença. Aqui encerrado, vós estais sempre ocupado em me amar; e eu aqui enclausurada, quero vos amar sempre. Assim pois, ó meu Jesus e meu tudo, estaremos sempre juntos, como espero, no tempo nesta casa, e na eternidade no paraíso. Ó Maria, minha Mãe, rogai a Jesus por mim, e alcançai-me um grande amor ao Santíssimo Sacramento. 


ORAÇÃO XXXVII

Ó meu Jesus! Quando cessarei de vos ser ingrata? e quanto começarei a vos amar deveras? Ó Bondade infinita, tão desconhecida e tão desprezada no mundo, eu também fui, desgraçadamente, do número de tantas almas ingratas; mas não quero morrer assim e me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido. Senhor, ajuda-me: fazei que eu seja toda vossa, antes que me venha a morte. Dai-me o vosso amor: um amor ardente que me faça esquecer todas as criaturas, para não me lembrar senão de vós; um amor forte, que me faça vencer todas as dificuldades, quando se tratar de vos agradar; um amor perpétuo, que me una a vós para sempre. Eu vos amo, ó meu doce Redentor, e espero tudo pelos méritos do sangue que derramastes por mim. Eu espero tudo também da vossa intercessão, ó Maria, meu refúgio, minha esperança e minha Mãe! 


ORAÇÃO XXXVIII

Eterno Padre, vosso divino Filho nos prometeu que dareis todas as graças que vos pedirmos em seu nome; cheia de confiança nesta promessa, eu vos peço em nome e pelos merecimentos de Jesus Cristo, as graças seguintes: e o que peço para mim, tenho intenção de pedir também para todos os homens:
Primeiramente vos peço perdão de todas as ofensas que vos fiz, das quais me arrependo do todo o coração, acima de todos os males, por ter desprezado a vossa infinita bondade, e proponho antes morrer mil vezes do que vos tornar a ofender. 
Em segundo lugar, vos peço a vossa divina luz, que me faça conhecer a vaidade dos bens terrenos; e a grandeza do bem infinito, que sois vós. Em terceiro lugar, vos peço a vosso santo amor, que me desapegue de todas as criaturas, e especialmente de mim mesma, para amar só a vós e a vossa santa vontade. Fazei que meu coração se inflame do fogo do vosso amor. 
Em quarto lugar, vos peço uma grande confiança nos merecimentos de Jesus Cristo e na proteção de Maria. 
Em quinto lugar, vos peço a santa perseverança na vossa graça. Senhor, vós conheceis minha fraqueza e todas as minhas infidelidades, depois de tantas promessas que vos fiz; se me não sustentardes continuamente com o vosso auxílio, eu infeliz tornarei a perder a vossa graça. Meu Deus, não permitais que ainda me separe de vós. 
Proponho recorrer a vós em todas as tentações e necessidades; e estou certa de que me haveis de ajudar toda a vez que a vós me recomendar; mas temo uma coisa, temo descuidar de recorrer a vós e que esta negligência seja a causa da minha ruína. Ó Eterno Pai, eu vos conjuro pelo amor que tendes a Jesus Cristo, dai-me a graça da oração, isto é, a graça de não cessar de vos invocar, repetindo sempre: Meu Deus, ajudai-me! Meu Jesus, misericórdia! Maria, minha Mãe socorrei-me! Eu me dirijo a vós, enfim, ó Maria, minha advogada e minha esperança; vós alcançais de Deus tudo o que lhe pedis; eu vos peço também, pelo amor que tendes a Jesus Cristo, obtende-me a santa perseverança e a graça de me recomendar sempre a vosso divino Filho e a vós. 


ORAÇÃO XXXIX

Ó Senhora minha, se pedirdes por mim eu serei salva, porque, com vossas preces alcançais tudo o que quiserdes. Rogai, pois, por mim, ó grande Mãe de Deus, pois que vosso divino Filho vos ouve e concede tudo o que lhe pedis. É verdade que sou indigna de vossa proteção; mas nunca abandonastes a nenhum dos que a vós recorreram. Ó Maria, eu vos confio a minha alma, vós deveis salvá-la. Alcançai-me a perseverança na graça de Deus, e o amor ao vosso Filho e a vós. Eu vos amo, minha Rainha, e espero vos amar sempre. Amai-me também vós, acolhei-me sob o vosso manto e tende piedade de mim; fazei-o pelo amor que tendes ao vosso Filho. Considerai a confiança que deposito na vossa misericórdia e não cesseis de me valer em todas as minhas necessidades. Já sei que não deixareis de me socorrer, quando me recomendar a vós; mas deveis obter-me ainda a graça de recorrer sempre a vós em todas as tentações e perigos de perder a Deus. Assisti-me, sobretudo, na hora da minha morte; e fazei que eu exale o último suspiro com o vosso nome e o de vosso Filho nos lábios, dizendo: Jesus e Maria, eu vos recomendo a minha alma. 


ORAÇÃO XL

Meu caro Redentor! Eu vejo quanto me obrigastes a vos amar, e quanto vos custou a minha alma. Eu seria demasiadamente ingrata, se amasse outra coisa que vós, ou se amasse pouco um Deus que me deu seu sangue e sua vida. Ó meu Salvador e meu esposo, se morrestes por mim, vossa indigna serva, é bem justo que eu morra por vós, meu Deus. Eu renuncio todo o afeto às criaturas e vos consagro todo o meu coração para não mais amar senão a vós. Eu vos escolho por meu único bem e meu único amor. Sim, eu vos amo, ó meu Amor; eu vos amo! Eu o repito e quero repeti-lo sem cessar: Eu vos amor, meu Amor, eu vos amo! Vós quereis que eu vos ame muito e que não ame outra coisa além de vós; eu quero vos contentar, meu Salvador; quero vos amar muito, e só a vós quero amar, meu Deus, meu tesouro, meu tudo! Ajudai-me por piedade e fazei que eu vos contente plenamente. Ó Maria, minha Mãe, vinde também em meu socorro. Vós sois a dispensadora de todos os dons divinos, e especialmente do dom supremo do divino amor. É a vós que eu o peço, e espero obtê-lo seguramente de vós. 


ORAÇÃO XLI

Sim, meu Jesus e meu Esposo, eis-me aqui. Não quero resistir mais ao vosso amor. Vós vos destes inteiramente a mim e eu me dou de todo a vós. 
Eu agora merecia ser repelida, por ter tantas vezes levado a ingratidão até fechar os ouvidos a vossa voz; mas o desejo que me inspirais de ser toda vossa, me dá a confiança de que me quereis receber bem. Acolhei-me, pois, meu Jesus, por esse amor que vos levou a morrer por mim na cruz. Meu doce Jesus, se eu estivesse agora no inferno que mereci, não poderia mais vos amar; mas, já que me dais ainda tempo de vos amar, eu quero vos amar e não amar senão a vós. Ah! meu amado Salvador, como é possível vos considerar, no presépio de Belém, ou na cruz do Calvário ou no Sacramento do altar, sem ficar arrebatada de amor para convosco? A quem, pois, poderia eu amar, se não amasse um Deus que morreu por mim? Oh! Eu vos amo, meu Redentor, meu amor, meu tudo! Aumentai em mim vosso santo amor; recordai-me sem cessar tudo o que fizestes e sofrestes por mim, e não permitais que eu vos seja ainda ingrata. Ó belas chamas de amor que consumistes a vida de meu Jesus sobre o altar da cruz, vinde, abrasai todo o meu coração e destruí nele todos os afetos às coisas criadas. Eu me dou inteiramente a vós, Jesus, meu amor, e se não sei dar-me, como devia, tomai-me e fazei-me toda vossa. Fazei que minhas palavras, meus pensamentos, meus desejos, não tenham mais outro objeto, que vos amar e vos agradar. Eu espero tudo pelos vossos méritos, meu Jesus. E eu confio também em vós, ó Maria, minha esperança, me obtereis a graça de não amar de ora em diante senão o vosso divino Filho, meu Esposo, e a vós, minha terna Mãe. 


Fonte: “A Verdadeira Esposa de Jesus Cristo”, de Santo Afonso Maria de Ligório. 

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